sábado, 17 de março de 2007

A BRUXARIA NA ERA DE AQUÁRIOS.

A BRUXARIA NA ERA DE AQUÁRIOS.
                                                                      
A palavra BRUXARIA, sempre desperta reações das mais diversificadas possíveis. Algumas vezes de admiração pela coragem e ousadia de se dizer Bruxa (o), outras vezes de constrangimento e principalmente por preconceito.
A Religião da Bruxaria ao longo dos últimos dois mil anos foi associada às coisas "Ruins, escuras e maléficas" Surgindo infinidades de lendas e historinhas de terror remanescentes da filosofia religiosa da Bruxaria fazendo com que algumas pessoas questionem se as Bruxas (o) deveriam usar este termo para identificar a pessoa adepta da mais antiga Religião da Humanidade, das práticas pagãs em celebrações e ritualizações sagradas da GRANDE MÃE e do DEUS PAI, a criação única: DEUS PAI E MÃE, e dos diversos Deuses que são celebrados a depender de cada Panteon. Infelizmente essas pessoas, por ignorância e por falta de conhecimento não fazem idéia do que vai na alma de uma Bruxa (o) quando assim se define no caminho dos Deuses. Desconhecem a vibração de plenitude amorosa e histórica dos filhos da Deusa, do comprometimento com o todo que essas almas trazem ao reencarnarem. Da presença óbvia dos Deuses na vida de cada um. Do Inter-relacionamento com os elementos da natureza como forma primordial de vida.

Não, definitivamente pessoas que jamais conheceram uma (o) Bruxa (o) podem sequer saber que existem pessoas cujo propósito maior é reverenciar a vida de forma íntegra, alegre feliz. Dançar e cantar por hábito, sentir a MÃE DOR como alavanca evolutiva. Desenvolver comunidades para entender e vivenciar culturas milenares. Que anciões são humanos em estágios sagrados, cuja convivência é privilegio de poucos.
Num momento histórico em que o PODER e o TER predominam ainda, pois sentimos que aos poucos essa civilização já entra em processo acentuado de declínio, e com a reinstalação da Grande Mãe nas almas e nos corações nesta nova era, o despertar da DEUSA vai aos poucos transmutando essa civilização doente e violenta, o que aliais, não a torna diferente das antigas civilizações, só muda os aspectos culturais e tecnológicos.
No passado, no tempo em que mulheres e homens considerados diferentes, por amarem ao próximo de forma incondicional, se dedicavam às coisas da Grande Mãe e aos Deuses, se alegravam e eram felizes com coisas simples, com o nascer do sol, as colheitas, os solstícios e equinócios, celebrando com seus Deuses a vida, incomodavam os poderes estabelecidos, por isso, o “PODER” criou a “santa inquisição”, para oficialmente matarem mais seres humanos que as duas grandes guerras mundiais juntas, pois essas leis prevaleceram por mais de trezentos anos. Quando inocentes eram cruelmente torturados.
A tortura para confessar a bruxaria, era uma tortura similar a que os serviços secretos ainda usam hoje, para extrair informações sobre as reais práticas das Bruxas (o) que eram depois sacrificados à fogueira a guilhotina ou a outras formas de mortes torturantes,em rituais macabros do mais incrível terror, para imprimir na anima mundi, na alma do mundo, um medo à magia, ao conhecimento dos povos naturais.

A sabedoria dos povos antigos,dos naturais foi progressivamente sendo substituída por uma das forças mais cruéis que uma raça humana pode vivenciar, ser obrigado a reverenciar Deuses impostos por outras culturas.
Toda violência começou a ficar incontrolável e as principais forças começaram a atuar desordenadamente quando Júlio César estabeleceu e cumpriu com Cleópatra e seu clero, o pacto nefasto de perseguição aos Deuses pagãos, principalmente os de origem nórdica, foi quando os conhecimentos passaram a ser sistematicamente perseguidos e um tratado geral de religião foi criado, com a nítida função de criar novos servos mais tementes a Deus e de dominar um número maior de pagãos crédulos e fascinados com o luxo e o brilho dos impérios e imperadores..
Os exércitos de guerreiros se tornaram mercenários brutais e os sacerdotes se transformaram em mercadores de almas, havidos por um rápido enriquecimento.
Júlio César destruiu a biblioteca de Alexandria e mais tarde, o Império Romano assumiu a religião cristã oficialmente, isto é, criou-se uma versão da religião cristã para satisfazer as incontáveis ambições de poder dos imperadores e lideres da igreja cristã. Com as armas, a vocação das legiões ainda em sua egrégora, sai a destruir Cátaros, Albigineses e depois cruzadas rumo ao Oriente, guerras de conquista, a invasão destas terras brasilis e de todo o continente, a escravização ou massacre de populações nativas como na África e depois nas Américas.
A atual civilização ocidental foi doutrinada para crer que a sabedoria dos povos nativos é inferior, selvagem, supersticioso, que só a gloriosa tradição do positivismo vinda dos conquistadores é válida e verdadeira.
A prisão de alma, espírito e religiosidade foi imposta no próprio continente de onde vieram os conquistadores, que perseguiram e julgaram ter destruído todos os elos de sabedoria dos povos nativos, principalmente dos Celtas e do povo da Atlântida que viveram nas primitivas terras dos “Grandes Conquistadores”.
No imaginário dos homens do poder cristão e político, estabeleceu-se o pensamento coletivo de que o racionalismo venceu e que a sabedoria mística pagã e mágica foi erradicado.
Ledo engano! Nunca a presença da Deusa esteve neste planeta tão claro e constante. O seu despertar está em todas as partes e seus filhos agrupam-se cada vez mais em todas as partes.

Sutil e intencionalmente as revelações vão acontecendo tendo como principal veículo à própria velha Religião.
Os espaços sagrados do planeta retomam as vibrações energéticas necessárias à conexão com os Deuses.
As capelas e igrejas que os conquistadores construíram em cima de lugares de poder, passam a ser vistas com os olhos críticos dos herdeiros da sabedoria ancestral que mais que nunca continuam ritualizando e celebrando os mitos.
O pagão hoje busca não somente crer e desenvolver sua fé, mas principalmente compreender e entender o processo histórico do “povo do poder” na trajetória da humanidade.

Na era Industrial, os paradigmas transformaram os povos e a civilização, as cidades cresceram, as pessoas perderam o elo com os campos, com a natureza. Aqui no Brasil muito poucos se lembram que a devassa do conquistador, deixou marcas até hoje irreparáveis com o sangue dos escravos índios e africanos.
O mundo mudou, os paradigmas mudaram, mas o povo pagão é ainda desprezado e o seu saber continua relegado à condição de superstição grosseira.
O materialismo arrogante, pretensiosamente diz, informa,inflama e prova por A+B o que é real e o que não é. Onde devia dizer "não entendo", ou "sequer percebo" dizem "não existe".
O mundo passa a ser dividido em nações "desenvolvidas", "industrializadas" e nações "subdesenvolvidas", as "não industrializadas". Os campos, pagus, pagãos ou povos dos campos,que sempre viveram e vivem em sintonia com a vida, com a natureza, perderam seus referenciais do sagrado, tais valores passaram a ser tidos como menores, sinal de atraso, de falta de desenvolvimento.
Urbes, cidades, povos urbanos, isolados da natureza, mesmo que ainda dependendo dela, a destroem. O povo da cidade é tido como culto, intelectualizado, enquanto que o povo do campo é considerado rude e ignorante.
O preço da "revolução industrial” é visível hoje na destruição da camada de ozônio, na extinção de espécies animais e vegetais, num caos social que gera violência e tensão em várias escalas.
Hoje, nós o povo da Deusa temos real consciência que jamais teria acontecido uma revolução industrial como essa, em povos com a ligação plena da Terra como os pagãos. Que a Revolução Industrial aconteceu da forma que ocorreu porque a Vida e a Terra foram coisificados. Pessoas se tornaram "mão de obra" e a Natureza "fonte de matéria prima".

E aqui estamos neste caos ecológico e social tremendo, que combinados com as potentes armas que existem podem exterminar toda a vida sobre a Terra.
É total ilusão acreditar que esse modelo de civilização da era industrial é o único modelo possível de desenvolvimento tecnológico. Mesmo porque já vimos historicamente que todas as grandes civilizações que foram corrompidas e entraram em decadência, tiveram modelos também considerados fortes para cada época.
A era de Aquários nos traz o alento de que um novo perfil de sociedade está se formando, com humanos mais preocupados com as diferenças, com as leis que visam o respeito humano,com a solidariedade e principalmente com a preservação do planeta.

A antiga Religião da Bruxaria antiga jamais foi extinta porque é uma realidade viva, de natureza consciente e dinâmica. Assim, os caminhos trilhados visam uma nova ordem mundial, onde a tecnologia exerce a forma de um sistema brando evolutivo, não agressivo ao meio ambiente, cujo papel dos seres humanos no planeta seja meramente de Guardiões das coisas da Grande Mãe e que venham desenvolver um estilo de vida que não os torne escravos nem senhores, perpetuando em diferentes formas a presença da Deusa na nova organização social.
A guerra entre conquistadores e povos nativos sempre foi uma guerra pelo controle da realidade.
Os povos nativos em sua quase totalidade optaram por abordagens harmônicas e empáticas com a natureza, enquanto os povos conquistadores sempre estiveram preocupados com o poder e subjugação dos desconhecidos, poucos percebiam o que acontecia a sua volta além de seus interesses, tendo sempre atitudes desarmônicas, e possessivas, mutilando e execrando as culturas dos conquistados.

A partir dos valores éticos, culturais e curadores dos povos antigos, usando dos conhecimentos oriundos das diversas tradições orais, as Bruxas (o) recriam uma outra realidade, onde o mundo pseudocivilizado -tecnologicamente que aí está, pode continuar seu fluxo, com a proposta de banir definitivamente esse modelo de destruição progressiva que ainda hoje domina a atual civilização em decadência. Não se trata de utopia mas sim de MAGIA. Ou seja; o equilíbrio simbiótico homem X natureza.
Nós Bruxas (o) ficamos presas nesta senzala de domínio patriarcal por dois longos mil anos, mas conseguimos manter intacta nossa cultura e nossa fé religiosa para deixá-las aforar em outras condições da realidade, e assim continuarmos o natural ciclo evolutivo.
Nossos Deuses se restabelecem em definitivo, enquanto os conquistadores cristãos preconceituosos de plantão cochilam.

Estamos entrando na Era Matrifocal mais consciente e sedimentada da história deste planeta. A mulher finalmente retoma a sua posição de procriadora missionária da raça humana. Toma as rédias das sociedades e busca equilibrar esse homem em estado perplexo diante desta nova mulher.Valores tais como sentir, intuir, elaborar um caminho novo que liga pensamentos sistematizados em relação a situações ecológicas e que harmoniza os paradigmas desta nova fase histórica com os da chamada época dos antigos, tendo como meta a busca de uma produção orgânica saudável, desenvolver a valorização do sentir e da intuição tanto quanto do pensamento gerando um espiral de energia sagrado para ir ao encontro do todo único, enfim valores ecológicos,voltam a serem respeitados e considerados vitais para uma melhor qualidade de vida para o ser humano. E o suporte filosófico e místico vem das religiões antigas pagãs que através do tempo, foram preservadas sob juramento aos Deuses e sigilosamente respeitadas.
O neopaganismo é a religião da Terra, o religar-se à Deusa Mãe, é um caminho que leva à MAGIA a alegria da VIDA.
Em homenagem sincera a tantas mulheres corajosas que se deixaram abater para que a Grande Arte da Magia se fizesse eterna, temos orgulho de sermos chamadas de Bruxas (o) e assim deixamos a condição isolada de “gente execrada” para interagirmos como elos atuantes de cidadãos que cumprem e fazem cumprir as leis que regem o universo, e as leis dos homens.

Em cada ato mágico, em cada rito, em cada celebração uma onda de energia fortemente iluminada vence tempo e espaço nos colocando em sintonia perfeita com nossos antepassados espirituais, enquanto ardem na fogueira dos conquistadores à civilização da era de peixes, banindo do nosso planeta terra, do útero sagrado da Grande Mãe, todos os violentos crimes cometidos em nome de um Deus vingativo, centralizador, egocêntrico e megalomaníaco.

Que nós BRUXAS (o), finalmente possamos celebrar a nossa inclusão social na nova civilização para honra e gloria da nossa Deusa Mãe.Porque assim foi, assim é e assim será para o bem de todos!
Graça Lúcia Azevedo / Senhora Telucama.
Suma Sacerdotisa do Templo Casa Telucama.



2 comentários:

Enir disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
enir13 disse...

Em todas as épocas todos aqueles que seguem ou descendem do xamanismo, stregheria, antiga religião, celtas, etc... Os povos naturais, que respeitam o ambiente, que tem os elementos, o Ser em todas as formas que se apresente, como sagrados tem sido caçados por aqueles que põe o Ter acima de tudo, com guerras, por domínio de território, escravizando... e quando não pela força, destruindo suas culturas, apoiados por instrumentos governamentais, financeiros e religiosos... Cada um esperando sua parte do botim, evidentemente...

Ainda hoje temos mania de dizer "ah, tão demarcando terra para os índios, para que tanta, são vagabundos, não fazem nada..."
Ainda hoje tem padres e pastores entrando em comunidades e aldeias de povos que tem sua cultura, que respeitam o Ser, o divino a sua volta em todas as formas que se apresente para ensinar coisas do tipo... "O que? o rio não é sagrado... Árvore divina? Que eresia..." Do tipo "O homem foi posto para reinar e dominar sobre todas as criaturas e coisas"...
O mesmo intrumento sempre usado pelo conquistador... Em outras palavras: "Jogue fora tua cultura de respeitar tudo a tua volta... Pode cortar todas as arvores, pode poluir, secar o rio, não precisa respeitar nada tu é superior, depois quando morrer vai pro paraíso, um lugar novinho em folha pra ti..."

Idéias e valores que levaram o mundo a este caos e a beira do colapso que se encontra hoje...

Cuidado, não se enganem meus queridos, não sigam homens, o divino esta a nossa volta, aqui, agora...

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